
Veja que interessante: o tipo de canela que citei acima, Cinnamomum cassia, reduziu a glicemia em pacientes diabéticos tipo 2. Isso é uma forte evidência que essa especiaria tem efeito antidiabético (Referência: Crawford, P. Effectiveness of Cinnamon for Lowering Hemoglobin A1C in Patients with Type 2 Diabetes: A Randomized, Controlled Trial. The Journal of the American Board of Family Medicine, Vol. 22, No. 5, pp. 507-512, 2009).
Mas atenção: apenas estou chamando a atenção para o poder terapêutico dos temperos. Seria uma irresponsabilidade abandonar o tratamento convencional da diabete e tomar só chá de canela. Não é assim tão simples, como alguns acreditam.
Uma polêmica muito parecida aconteceu em 2009 com a epidemia da gripe H1N1. Circulou um e-mail afirmando que o chá de erva doce "neutraliza o vírus". Na verdade isso foi um mal-entendido dos grandes, que vou esclarecer aqui em breve.
Voltando à canela: uma monja belga do século XII, Hildegarda von Bingen, que escreveu muito sobre terapias naturais, deixou uma receita de biscoito que leva uma quantidade absurda de canela e noz moscada. Segundo ela, o biscoito alivia a depressão. Também, só o sabor já é capaz de mandar a tristeza embora! Fato é que as especiarias têm, sim, efeito poderoso no organismo, que ainda não é levado tão a sério como deveria.
Outra observação importante: o nome "canela", no Brasil, inclui várias espécies que têm o mesmo aroma característico. A canela do mercado brasileiro é de outra espécie, Cinnamomum zeylanicum. Sem contar que ela é frequentemente adulterada por outras espécies. Não vou publicar aqui a foto pois a identificação não é assim tão simples. Por isso, antes de utilizar qualquer especiaria para fins terapêuticos, tenha certeza da sua origem e qualidade. Consulte um médico ou nutricionista; e não esqueça de adquirir de marcas idôneas, para ter a certeza que você realmente está comprando a planta indicada.
Esse tema do nome das plantas é um assunto muito extenso, que me interessa muito. Aguarde!
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