Esse é um assunto bastante polêmico. O fato é que o uso de corantes já foi muito mais disseminado do que é hoje. Há algumas décadas, não havia muito critério. Felizmente, o consumidor hoje é muito mais consciente. Lê os rótulos, participa de associações de defesa do consumidor, informa-se sobre os riscos daquilo que come. Pressionada pelo mercado , a indústria alimentícia constantemente revê conceitos e formulações para atender às exigências e/ou melhorar sua imagem.
Ao mesmo tempo que os riscos dos corantes sintéticos saem à tona, cada vez mais são descobertos os benefícios das substâncias corantes naturais. Agora, por que uma planta tem determinada cor e outra não? É só por motivo estético? Claro que não.
A maioria das partes comestíveis que crescem sob a terra – batata, mandioca, inhame – e dos cereais – arroz, trigo, milho – têm cores neutras: branca, bege, marrom... Há exceções como a cenoura, beterraba, a cúrcuma (açafrão da terra), que são subterrâneas e têm cor; mas essa não é a regra no reino vegetal. Há também variedades coloridas de milho e mandioca, mas como disse são exceções.

Tirei a foto ao lado de um site britânico dedicado à cenoura: www.carrotmuseum.co.uk.
(Obs. nesse site não entra vírus, só coelhos, rsrsrs.)
Por outro lado, as partes aéreas (folhas, flores, frutos) das plantas tendem a ser coloridas. Por que? Folhas são geralmente verdes por causa da clorofila (pigmento que transporta o oxigênio). Há exceções como o repolho roxo. Já a coloração da flor tem um papel muito importante na polinização (atrai insetos). A cor do fruto atrai animais, que ao comê-los ajudam na propagação da espécie. Foi provavelmente pela seleção natural, onde o fruto que se destaca se dispersa mais rápido. Claro que no reino vegetal nem tudo é regra: depende do ambiente de onde a planta é nativa.
Esses corantes naturais estão sendo cada vez mais estudados, e com resultados promissores. O que antes parecia ser uma simples “corzinha” está mostrando um enorme potencial, na prevenção e tratamento de doenças. No dia-a-dia, recomenda-se manter uma dieta o mais colorida possível, para usufruir dos benefícios dessas substâncias. E obviamente, utilize apenas plantas consagradas pelo uso ou que já tenham sido bastante estudadas. Nada de sair por aí comendo frutinhas vermelhas sem ter certeza se são comestíveis!










