Como falta pouco para chegar em junho, chegou a hora de separar receitas para as festas da época. Vou começar pelo arroz doce.
Saboroso e substancioso, esse prato une as propriedades nutricionais do arroz e do leite. As especiarias, como cravo, canela, raspa de limão ou gengibre, dão um toque especial.
É um prato bem versátil. Dá pra consumi-lo em várias ocasiões, além das que a gente já está acostumado:
- no café da manhã, com frutas;
- em festas: além das festas juninas que citei, pode ser servido em festas de aniversário, festas infantis... Em Portugal ele é servido em casamentos.
A mistura de arroz, leite e açúcar é uma herança da ocupação árabe na Península Ibérica durante a Idade Média. Chegou ao Brasil pelas mãos portuguesas, e mais tarde recebeu também o leite de coco e o amendoim ( influência africana e indígena, respectivamente).
Costumo fazer essa receita com arroz integral, por alguns motivos:
- a fibra presente na casca torna a absorção do açúcar mais lenta. Isso evita uma elevação rápida da glicemia (açúcar no sangue);
- o arroz integral demora mais para empelotar. Talvez por causa da fibra, mesmo depois de horas na geladeira, ele mantém a mesma textura do momento do preparo. Enquanto o arroz branco precisa ser consumido logo, senão absorve o líquido formando "blocos" (o famoso “arroz carnavalesco”);
- melhora o funcionamento do intestino, pela mesma presença da fibra já citada.
E quanto ao sabor? Até mesmo quem não está acostumado ao arroz integral aprovou essa versão da receita.
Dá pra fazer arroz doce sem açúcar; mas lembre-se de usar adoçante próprio para culinária; e não se esqueça que ele dura menos, já que o açúcar ajuda a conservar.
E as variações? Fica por conta da criatividade de cada um. Ouvi dizer que nos Estados Unidos existe uma casa especializada em arroz doce, de todo tipo. Quem sabe em breve alguém abre uma casa dessas no Brasil. Pelo menos, nunca vi até agora.
Bom, este aqui eu fiz com chocolate. Cozinhei o arroz integral no vapor (2 xícaras de arroz para 1 litro de água)
Depois, ao arroz já cozido, acrescentei 1 litro de leite e 6 colheres de sopa de chocolate em pó. Aí é só deixar cozinhar para apurar (uns 45 minutos). Eis o resultado:
Opcionais: leite condensado, coco ralado, amendoim, nozes, castanhas...
Nesta época pós-Páscoa, é comum encontrar ovos de chocolate em promoção nos supermercados. Experimente quebrar em pedacinhos pequenos e colocar no arroz doce quente. Ele derrete e fica uma delícia!
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Variações sobre Arroz doce
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
Carne de panela com pimenta-cambuci
Esta receita nem deu tempo de fotografar, de tão saborosa que ficou. Mas não tem segredo nenhum, por isso aqui vai o texto mesmo.
A pimenta cambuci pertence ao mesmo gênero botânico Capsicum, família Solanáceas, assim como a pimenta dedo-de-moça e o pimentão. Só para relembrar, as pimentas "de grão" (como a pimenta do reino, pimenta rosa, da jamaica) pertencem a outras famílias. (Viu como em botânica as aparências enganam?)
Porém, o sabor dela é bem menos picante e ligeiramente ácido. A palavra "cambuci" tem origem no tupi Kui’mbuka que significa "tipo de cuia". É a mesma raiz da palavra "cumbuca". Já o fruto conhecido como cambuci é uma Mirtácea, parente da goiaba, que era muito comum na Mata Atlântica, tanto que deu nome a um bairro de São Paulo.
Como dá um certo trabalho picar na hora de usar, e o seu aroma resiste bem ao congelamento, você pode fazer o seguinte: Lave as pimentas e tire a parte branca de dentro, inclusive as sementes - exatamente como você fez a geleia de maçã com pimenta, da semana passada. (como bom seguidor deste blog você já preparou, né? NÃO FEZ?? Tudo bem, dou um desconto...) É só escorrer bem a água, se necessário tirando o excesso com um guardanapo, e cortar em tirinhas finas. Coloque num saco plástico e congele. Dura meses.
Vamos à receita:
½ kg de coxão duro* cortado em cubos grandes
1 cebola
2 dentes de alho
4 pimentas-cambuci, cortadas em tirinhas
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
4 colheres (sopa) de óleo
Sal a gosto
Frite a cebola e o alho em um pouco de óleo, acrescente a carne, e deixe dourar, virando de vez em quando para fritar por igual. Ela fica “quase” torrada, mas cuidado para não amargar. Feito isso, cubra com água fervendo e deixe na panela de pressão por 1 h (ou 2 h na panela comum, tampada). Ainda não acrescente tempero algum.
(Obs. Esse procedimento de fritura + cozimento lento amolece as fibras da carne e pode ser feito na véspera)
Agora, corte os cubos em fatias e transfira para uma panela ou frigideira, com a manteiga. Logo em seguida junte a farinha, que deve cobrir os cubos de carne por igual, sem formar grumos. Deixe dourar por alguns minutos, mexendo para não queimar. Lembre-se que a carne já está cozida, é só para dourar mesmo. Aí é só acrescentar água (cerca de meio litro), o sal e a pimenta picada. Fica muito bom em sanduíches, ou acompanhando arroz com feijão.
Opcionais: cogumelos, brócoli pré-cozido, batata, ervilha, milho verde...
* Em vez de coxão duro, pode ser músculo, ou qualquer outra carne "de segunda" - que de segunda não tem nada, só depende do jeito de preparar.
(Assim como uma "picanha de primeira" pode facilmente se transformar num "churrasco de segunda"... Entendeu?)
A pimenta cambuci pertence ao mesmo gênero botânico Capsicum, família Solanáceas, assim como a pimenta dedo-de-moça e o pimentão. Só para relembrar, as pimentas "de grão" (como a pimenta do reino, pimenta rosa, da jamaica) pertencem a outras famílias. (Viu como em botânica as aparências enganam?)
Porém, o sabor dela é bem menos picante e ligeiramente ácido. A palavra "cambuci" tem origem no tupi Kui’mbuka que significa "tipo de cuia". É a mesma raiz da palavra "cumbuca". Já o fruto conhecido como cambuci é uma Mirtácea, parente da goiaba, que era muito comum na Mata Atlântica, tanto que deu nome a um bairro de São Paulo.
Como dá um certo trabalho picar na hora de usar, e o seu aroma resiste bem ao congelamento, você pode fazer o seguinte: Lave as pimentas e tire a parte branca de dentro, inclusive as sementes - exatamente como você fez a geleia de maçã com pimenta, da semana passada. (como bom seguidor deste blog você já preparou, né? NÃO FEZ?? Tudo bem, dou um desconto...) É só escorrer bem a água, se necessário tirando o excesso com um guardanapo, e cortar em tirinhas finas. Coloque num saco plástico e congele. Dura meses.
Vamos à receita:
½ kg de coxão duro* cortado em cubos grandes
1 cebola
2 dentes de alho
4 pimentas-cambuci, cortadas em tirinhas
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
4 colheres (sopa) de óleo
Sal a gosto
Frite a cebola e o alho em um pouco de óleo, acrescente a carne, e deixe dourar, virando de vez em quando para fritar por igual. Ela fica “quase” torrada, mas cuidado para não amargar. Feito isso, cubra com água fervendo e deixe na panela de pressão por 1 h (ou 2 h na panela comum, tampada). Ainda não acrescente tempero algum.
(Obs. Esse procedimento de fritura + cozimento lento amolece as fibras da carne e pode ser feito na véspera)
Agora, corte os cubos em fatias e transfira para uma panela ou frigideira, com a manteiga. Logo em seguida junte a farinha, que deve cobrir os cubos de carne por igual, sem formar grumos. Deixe dourar por alguns minutos, mexendo para não queimar. Lembre-se que a carne já está cozida, é só para dourar mesmo. Aí é só acrescentar água (cerca de meio litro), o sal e a pimenta picada. Fica muito bom em sanduíches, ou acompanhando arroz com feijão.
Opcionais: cogumelos, brócoli pré-cozido, batata, ervilha, milho verde...
* Em vez de coxão duro, pode ser músculo, ou qualquer outra carne "de segunda" - que de segunda não tem nada, só depende do jeito de preparar.
(Assim como uma "picanha de primeira" pode facilmente se transformar num "churrasco de segunda"... Entendeu?)
Aviso importante
Caros leitores,
Informo que a postagem "Erva doce para gripe suína", do dia 28 de março, foi reenviada erroneamente pelo site Blogger.com que passou por problemas técnicos na data de ontem (12 de maio).
Numa tentativa de reparar o problema e se desculpar perante os usuários, a Google (proprietária do Blogger) está recuperando textos postados nessa data.
Esperamos que o problema do Blogger seja logo normalizado!
Saudações e bom final de semana,
Rodolfo Schleier
Informo que a postagem "Erva doce para gripe suína", do dia 28 de março, foi reenviada erroneamente pelo site Blogger.com que passou por problemas técnicos na data de ontem (12 de maio).
Numa tentativa de reparar o problema e se desculpar perante os usuários, a Google (proprietária do Blogger) está recuperando textos postados nessa data.
Esperamos que o problema do Blogger seja logo normalizado!
Saudações e bom final de semana,
Rodolfo Schleier
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Reportagem: Os benefícios do mel
Os benefícios do mel para a saúde
Matéria muito completa da Record News.
O produtor orgânico e terapeuta José Estefno Bassit fala da produção de mel, dos vários tipos, cuidados ao comprar... Fala também da própolis e da geleia real.
Vale à pena assistir. Clique aqui
Matéria muito completa da Record News.
O produtor orgânico e terapeuta José Estefno Bassit fala da produção de mel, dos vários tipos, cuidados ao comprar... Fala também da própolis e da geleia real.
Vale à pena assistir. Clique aqui
Dica de Livro: Ervas do Cerrado
Obra traz informações sobre de 211 plantas medicinais com ênfase nas nativas do cerrado
Projeto de mais de 20 anos, a obra do presidente do Conselho Regional de Farmácia em Mato Grosso do Sul – CRF/MS, Ronaldo Abrão, reúne uma coleção de 325 fotos coloridas, informações sobre 211 plantas medicinais com ênfase nas nativas do cerrado, tudo com muito bom gosto e em um acabamento de primeiríssima qualidade.
O autor do livro e presidente do CRF/MS ressaltou que vê nas plantas medicinais, mais que um segmento do ramo de farmácia. “É uma paixão adquirida durante anos de estudo dedicados ao conhecimento do uso etnofarmacológico e respectivamente apoiados em pesquisas fitoquímicas,” concluiu.
O livro "As Ervas e a Saúde. A Farmácia no Cerrado" concorreu ao 12º Prêmio Jorge Salim de Excelência Gráfica / 1º Troféu Jorge Salim de Design Gráfico , na categoria Livros de Textos/Técnicos, destacando entre os finalistas como uma das três melhores publicações de 2010 na categoria Livros de textos/técnicos.
A obra estará disponível para venda através de um site próprio, onde as pessoas poderão entrar em contato com o autor por e-mail e também, adquirir a obra: www.aservaseasaude.com.br.
Fonte: CRF-MS
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Molho de pimenta
O nome "pimenta" é muito abrangente, e justificaria não apenas um post, mas um site inteiro, tamanha a variedade. Aliás, já existe: é o Fórum de Discussão sobre Pimentas.
Nestas duas receitas (Geleia e Molho), utilizei a pimenta dedo de moça que é uma pimenta sul-americana do gênero Capsicum, assim como o pimentão, e da mesma família do tomate, da batata e da beringela (Solanáceas).
Os historiadores contam que os nossos índios faziam uma mistura de pimenta com sal, e a comiam junto com as carnes assadas.
Outros tipos de plantas conhecidas como pimenta são: a pimenta do reino (da família das Piperáceas, gênero Piper), e a pimenta da Jamaica (uma Mirtácea, tal como a goiaba, a pitanga e a jabuticaba). E outras espécies menos conhecidas.
Preparei este molho no mesmo dia em que fiz a Geleia de Maçã com Pimenta.
Enquanto a Geleia tem um sabor mais delicado, e a polpa de maçã dá um aspecto transparente, eu queria algo mais encorpado e picante.
Imaginei que para isso a pimenta deveria ser transformada em uma pasta, acrescentada de azeite, vinagre e sal.
Ingredientes:
4 pimentas dedo de moça (bem maduras, vermelhas, mas sem passar do ponto)
1 xícara de vinagre de vinho branco
1 xícara de água
1 colher (sopa) de sal
4 colheres de sopa de azeite (usei uma mistura de azeite de oliva com óleo de soja, mas imagino que deve ficar melhor ainda com outros tipos de azeite, entre os quais o dendê)
Modo de fazer
Assim como na Geleia de Maçã com Pimenta, lave as pimentas, corte no sentido do comprimento e tire as sementes e partes brancas. É uma questão de gosto, pois as sementes deixam o molho mais ardido (provavelmente a semente concentra a capsaicina, que é um dos princípios ativos desse tipo de pimenta. Além disso, como eu pretendia colocar o molho nessas garrafinhas de vidro, achei melhor tirar as sementes para não entupir.
Feito isso, com as pimentas cortadas e limpas, piquei em pedaços grandes, e levei ao fogo com metade dos ingredientes (ou seja, 1/2 xícara de água, 1/2 de vinagre, 1/2 colher de sal e 2 colheres de azeite. Deixei cozinhando até a pimenta ficar bem tenra. Aí sim triturei com um mixer, e voltei ao fogo com o restante dos ingredientes. Deixei cozinhando por mais uns 30 minutos.
Por que não cozinhei tudo de uma vez? Para facilitar o processo de trituração. É muito mais fácil moer a pimenta em uma pequena quantidade de líquido. Mas como tudo na cozinha, é uma questão de gosto. Você pode também triturar a pimenta ainda crua, só com um pouquinho de água (óleo não, pois a pimenta é aquosa e se dissolve melhor na água), e aí sim acrescentar o restante dos ingredientes e levar tudo junto ao fogo. Faça e nos conte!
Nestas duas receitas (Geleia e Molho), utilizei a pimenta dedo de moça que é uma pimenta sul-americana do gênero Capsicum, assim como o pimentão, e da mesma família do tomate, da batata e da beringela (Solanáceas).
Os historiadores contam que os nossos índios faziam uma mistura de pimenta com sal, e a comiam junto com as carnes assadas.
Outros tipos de plantas conhecidas como pimenta são: a pimenta do reino (da família das Piperáceas, gênero Piper), e a pimenta da Jamaica (uma Mirtácea, tal como a goiaba, a pitanga e a jabuticaba). E outras espécies menos conhecidas.
Preparei este molho no mesmo dia em que fiz a Geleia de Maçã com Pimenta.
Enquanto a Geleia tem um sabor mais delicado, e a polpa de maçã dá um aspecto transparente, eu queria algo mais encorpado e picante.
Imaginei que para isso a pimenta deveria ser transformada em uma pasta, acrescentada de azeite, vinagre e sal.
Ingredientes:
4 pimentas dedo de moça (bem maduras, vermelhas, mas sem passar do ponto)
1 xícara de vinagre de vinho branco
1 xícara de água
1 colher (sopa) de sal
4 colheres de sopa de azeite (usei uma mistura de azeite de oliva com óleo de soja, mas imagino que deve ficar melhor ainda com outros tipos de azeite, entre os quais o dendê)
Modo de fazer
Assim como na Geleia de Maçã com Pimenta, lave as pimentas, corte no sentido do comprimento e tire as sementes e partes brancas. É uma questão de gosto, pois as sementes deixam o molho mais ardido (provavelmente a semente concentra a capsaicina, que é um dos princípios ativos desse tipo de pimenta. Além disso, como eu pretendia colocar o molho nessas garrafinhas de vidro, achei melhor tirar as sementes para não entupir.
Feito isso, com as pimentas cortadas e limpas, piquei em pedaços grandes, e levei ao fogo com metade dos ingredientes (ou seja, 1/2 xícara de água, 1/2 de vinagre, 1/2 colher de sal e 2 colheres de azeite. Deixei cozinhando até a pimenta ficar bem tenra. Aí sim triturei com um mixer, e voltei ao fogo com o restante dos ingredientes. Deixei cozinhando por mais uns 30 minutos.
Por que não cozinhei tudo de uma vez? Para facilitar o processo de trituração. É muito mais fácil moer a pimenta em uma pequena quantidade de líquido. Mas como tudo na cozinha, é uma questão de gosto. Você pode também triturar a pimenta ainda crua, só com um pouquinho de água (óleo não, pois a pimenta é aquosa e se dissolve melhor na água), e aí sim acrescentar o restante dos ingredientes e levar tudo junto ao fogo. Faça e nos conte!
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domingo, 8 de maio de 2011
Homenagem às mães
Para mim, a sombra da árvore representa a grandeza do amor materno
Em homenagem à minha mãe, que me ensinou os primeiros passos na cozinha; e mais do que isso, me deu a liberdade necessária para desenvolver as minhas próprias receitas e técnicas;
à minha esposa, mãe e profissional zelosa, que me permite fazer experiências culinárias em nossa casa, e me incentiva a compartilhá-las com outras pessoas através deste blog;
à minha sogra, tão empenhada no cultivo das tradições familiares, e ao mesmo tempo antenada nas novidades e tendências atuais;
às minhas tias, com suas receitas de nomes difíceis e sabor inesquecível;
às minhas irmãs, primas, colegas,
a todas as mães leitoras deste blog, cozinheiras ou não,
Aqui vai um poema de autoria do médico e grande amigo Dr. Nilo Gardin:
AS MÃOS ENRUGADAS DE MINHA MÃE
De tudo que aprendi,
dos livros que li
e daquilo que vivi,
restaram-me poucas certezas.
Uma delas, talvez a mais clara,
é que jamais chegaria aonde estou
sem tuas mãos.
Silenciosamente elas foram criando rugas
na mesma proporção em que cuidavam de mim.
E essas manchas, que eles chamavam de senis,
acho que são as marcas do teu amor dedicado
gravado no tempo,
gravado na minha memória.
E de tanto vê-las,
ora me acariciando,
ora me repreendendo,
aprendi a amar a vida,
aquilo que é simples, mas imprescindível,
ritmico, mas constante,
como tuas mãos, incessantemente amorosas.
E meu coração também é uma parte tua,
tanto que às vezes tenho a impressão
de que eu não compreenderia a vida
sem o teu coração
e não saberia ver o mundo
sem os teus olhos.
Não sei quantas certezas te restou
mas uma posso assegurar:
o que eu deixar de bom no mundo,
com minhas mãos - que já começam a envelhecer,
saiba que terá também as tuas mãos,
tuas mãos amorosas e enrugadas.
Dr. Nilo Gardin
FELIZ DIA DAS MÃES!
08.05.2011
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