Cientista diz que dieta de insetos pode resolver crise mundial de alimentos
Fantástico - 03/04/11
Para ver a matéria na íntegra clique aqui.
Os insetos geram a mesma quantidade de proteína comendo sete vezes menos ração do que um boi, por exemplo.
Nos restaurantes brasileiros, encontrar um gafanhoto no prato certamente seria motivo de escândalo, mas um cientista holandês ligado à ONU, a Organização das Nações Unidas, afirma que chegou a hora de ver os insetos como fonte de proteína, capaz de ajudar a acabar com a fome no mundo.
O que parece uma praga de gafanhotos pode ser apenas sua próxima refeição. Estamos em uma fazenda no interior da Holanda onde não se criam vacas nem galinhas. O negócio no local é inseto: larvas de borboletas, de besouros, além de grilos e gafanhotos.
É um negócio limpo que não requer muito espaço e nem grandes investimentos. Em um galpão menor do que uma quadra de tênis, dá para produzir 600 quilos de insetos comestíveis por semana. O faturamento mensal chega ao equivalente a R$ 100 mil. Pelo menos, 15 produtores rurais holandeses se dedicam a essa atividade. A Holanda é um dos principais produtores de insetos comestíveis do mundo.
Se existe produção, existe consumo. Um restaurante de Londres, por exemplo, tem, no menu, uma salada de grilos e gafanhotos que custa o equivalente a R$ 20. O dono afirma que 90% dos clientes pedem a iguaria.
O preconceito ainda atrapalha. Afinal, para nós ocidentais, essa não é uma daquelas comidas que a gente pode dizer que come com os olhos. O repórter Marcos Losekann confessa que não foi fácil encarar o almoço gentilmente preparado por alunos da escola de hotelaria da Universidade de Wageningen, a 100 quilômetros de Amsterdam.
Primeiro, chega uma entrada de grilos ao alho e óleo E como manda a boa educação, não dá para recusar. Depois, o garçom traz pasteis de larvas de borboletas. Por fim, uma sobremesa de larvas de besouros com mel e outros ingredientes.
É tudo uma questão de costume, de tempo. Quem garante é o professor Arnold Van Huis, especialista em insetos. Ele é autor de um polêmico estudo sobre a dieta a base de insetos publicado na revista “The Scientist”, uma das mais renomadas publicações científicas do mundo. Segundo o professor Huis, os ocidentais deveriam adotar o cardápio tão popular na culinária asiática como fonte alternativa de proteína. “É um substituto da carne de boi”, diz o professor.
Para o cientista, os insetos poderiam inclusive ajudar a resolver a crise mundial de alimentos. Enquanto um boi, por exemplo, necessita de 10 quilos de comida para cada quilo de carne que produz, os insetos geram a mesma quantidade de proteína comendo sete vezes menos.
Mas e o preço? Hoje, um quilo de insetos não sai por menos de R$ 40. O professor Huis garante que quanto mais produtores investirem na criação de insetos, mais baixo será o custo. “Nos países tropicais, os insetos existem aos montes, sem investimento algum. O próprio Brasil poderia ser um grande exportador de insetos”, sugere o professor.
A idéia foi lançada. Estão servidos?
domingo, 3 de abril de 2011
Vai um pastel de grilo aí?
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Farmacêuticos famosos na área de alimentos e bebidas
Depois de uma rápida pesquisa, cheguei a estes 5 nomes - 4 do exterior e 1 brasileiro. Já é um começo. Porém, sei que há muitos mais, profissionais farmacêuticos que tiveram uma participação importante na história da indústria de alimentos e bebidas. Dei mais ênfase à personalidade em si do que às empresas que eles criaram, o que já é um assunto à parte.
Por favor, se quiser sugerir nomes, escreva um e-mail para mim: rodolfo.schleier@gmail.com
Henri Nestlé (1814-1890)
Nascido Heinrich Nestlé em Frankfurt, na Alemanha. Herdou o negócio do pai, uma vidraçaria. Com cerca de 20 anos, vivendo na Suíça, foi aprendiz de um proprietário de farmácia, e aprendeu a aviar receitas e vender medicamentos. Nessa época mudou seu nome para Henri. Em 1843 ele comprou uma indústria de processamento de colza (grão rico em óleo). Passou a produzir óleo de nozes, licores, aguardente, absinto e vinagre. Envolveu-se com a produção de água mineral gaseificada e limonada, iluminação a gás e fertilizantes. Incentivado pelo problema da mortalidade infantil, que na época era comum na Suíça, Henri Nestlé combinou leite de vaca com farinha de trigo e açúcar. O produto podia ser transportado a longas distâncias e ser preparado pela adição de água.
August Oetker (1862 – 1918)
Farmacêutico residente em Bielefeld, Alemanha, Dr. August Oetker foi o primeiro a lançar fermento para pão em sachês. O produto vinha na medida exata para 500 g de farinha, a um preço bastante acessível para as donas de casa. Para divulgar o produto, ele introduziu livros de receitas, anúncios e jornais e sugestões de receitas nos rótulos dos produtos. O sucesso foi tamanho que motivou a criação de outros produtos, como misturas para pudins, essências, açúcar de baunilha.
Caleb Davis Bradham (1867 – 1934)
Nascido na Carolina do Norte (EUA), Caleb ingressou na Universidade de Medicina, mas não conseguiu completar os estudos por problemas financeiros. Logo depois, trabalhou como professor e abriu uma drogaria, que como de costume na época, vendia água gaseificada. Em 1893, ele criou uma formulação digestiva à base de noz de cola, baunilha e óleos essenciais, dando o nome de “Brad’s Drink”. Em pouco tempo, o produto a ser procurado como bebida refrescante, e não mais como medicamento, até que em 1898 mudou o nome para Pepsi-Cola em alusão à sua composição e indicação. Com o tempo, vieram as versões diet, light, acrescida de limão, versões regionais adaptadas à cultura de cada país, entre outras.
John Pemberton (1831 – 1888)
Aos 19 anos, John gradua-se em medicina, recebendo a qualificação voltada para farmácia (durante muito tempo o curso era unificado). Serviu como tenente-coronel durante a Guerra Civil (1861 – 1865). Após a guerra, ele procurou um lugar para se estabelecer como farmacêutico. Assim, chegou a Atlanta onde passou a vender medicamentos. Em 1884 lançou uma bebida alcoólica, composta inicialmente de folhas de coca e noz de cola. Apenas dois anos mais tarde, pressionado pelo puritanismo religioso que proibia o consumo de álcool, Pemberton passou a investir numa água carbonada com sabor, que foi batizada de Coca-Cola.
No Brasil...
Jesus Norberto Gomes (1891 - 1963)
Recém chegado do interior do Maranhão, o jovem Jesus começou a trabalhar numa farmácia, limpando vidros, fazendo entregas e outros serviços básicos. Enquanto isso, ele mantinha um caderno com anotações de fórmulas receitadas pelos médicos. Depois de muito observar, ele começou a estudar os medicamentos por conta própria e passou a criar novas fórmulas. Graduou-se em farmácia muitos anos após já estar trabalhando na área. Seguindo o conselho de um amigo, passou a investir na fabricação de águas gaseificadas. Ao tentar criar novos medicamentos em sua farmácia, chegou a uma fórmula de xarope de guaraná que agradou aos seus netos. Assim nascia em 1920 uma bebida cor-de-rosa, com sabor adocicado, lembrando vagamente cravo e canela que se tornou símbolo do Maranhão (em 2010 era o refrigerante mais consumido no estado).
Esta é uma pequena homenagem a estes empreendedores, visionários, que a partir de seus conhecimentos farmacêuticos deixaram sua marca na história da alimentação.
Fonte:
Wikipédia
Site Nestlé
Site Dr. Oetker
Revista Época
Revista do CRF-SP
Por favor, se quiser sugerir nomes, escreva um e-mail para mim: rodolfo.schleier@gmail.com
Henri Nestlé (1814-1890)
Nascido Heinrich Nestlé em Frankfurt, na Alemanha. Herdou o negócio do pai, uma vidraçaria. Com cerca de 20 anos, vivendo na Suíça, foi aprendiz de um proprietário de farmácia, e aprendeu a aviar receitas e vender medicamentos. Nessa época mudou seu nome para Henri. Em 1843 ele comprou uma indústria de processamento de colza (grão rico em óleo). Passou a produzir óleo de nozes, licores, aguardente, absinto e vinagre. Envolveu-se com a produção de água mineral gaseificada e limonada, iluminação a gás e fertilizantes. Incentivado pelo problema da mortalidade infantil, que na época era comum na Suíça, Henri Nestlé combinou leite de vaca com farinha de trigo e açúcar. O produto podia ser transportado a longas distâncias e ser preparado pela adição de água.
August Oetker (1862 – 1918)
Farmacêutico residente em Bielefeld, Alemanha, Dr. August Oetker foi o primeiro a lançar fermento para pão em sachês. O produto vinha na medida exata para 500 g de farinha, a um preço bastante acessível para as donas de casa. Para divulgar o produto, ele introduziu livros de receitas, anúncios e jornais e sugestões de receitas nos rótulos dos produtos. O sucesso foi tamanho que motivou a criação de outros produtos, como misturas para pudins, essências, açúcar de baunilha.
Caleb Davis Bradham (1867 – 1934)
Nascido na Carolina do Norte (EUA), Caleb ingressou na Universidade de Medicina, mas não conseguiu completar os estudos por problemas financeiros. Logo depois, trabalhou como professor e abriu uma drogaria, que como de costume na época, vendia água gaseificada. Em 1893, ele criou uma formulação digestiva à base de noz de cola, baunilha e óleos essenciais, dando o nome de “Brad’s Drink”. Em pouco tempo, o produto a ser procurado como bebida refrescante, e não mais como medicamento, até que em 1898 mudou o nome para Pepsi-Cola em alusão à sua composição e indicação. Com o tempo, vieram as versões diet, light, acrescida de limão, versões regionais adaptadas à cultura de cada país, entre outras.
John Pemberton (1831 – 1888)
Aos 19 anos, John gradua-se em medicina, recebendo a qualificação voltada para farmácia (durante muito tempo o curso era unificado). Serviu como tenente-coronel durante a Guerra Civil (1861 – 1865). Após a guerra, ele procurou um lugar para se estabelecer como farmacêutico. Assim, chegou a Atlanta onde passou a vender medicamentos. Em 1884 lançou uma bebida alcoólica, composta inicialmente de folhas de coca e noz de cola. Apenas dois anos mais tarde, pressionado pelo puritanismo religioso que proibia o consumo de álcool, Pemberton passou a investir numa água carbonada com sabor, que foi batizada de Coca-Cola.
No Brasil...
Jesus Norberto Gomes (1891 - 1963)
Recém chegado do interior do Maranhão, o jovem Jesus começou a trabalhar numa farmácia, limpando vidros, fazendo entregas e outros serviços básicos. Enquanto isso, ele mantinha um caderno com anotações de fórmulas receitadas pelos médicos. Depois de muito observar, ele começou a estudar os medicamentos por conta própria e passou a criar novas fórmulas. Graduou-se em farmácia muitos anos após já estar trabalhando na área. Seguindo o conselho de um amigo, passou a investir na fabricação de águas gaseificadas. Ao tentar criar novos medicamentos em sua farmácia, chegou a uma fórmula de xarope de guaraná que agradou aos seus netos. Assim nascia em 1920 uma bebida cor-de-rosa, com sabor adocicado, lembrando vagamente cravo e canela que se tornou símbolo do Maranhão (em 2010 era o refrigerante mais consumido no estado).
Esta é uma pequena homenagem a estes empreendedores, visionários, que a partir de seus conhecimentos farmacêuticos deixaram sua marca na história da alimentação.
Fonte:
Wikipédia
Site Nestlé
Site Dr. Oetker
Revista Época
Revista do CRF-SP
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Micotoxinas
Anvisa publica Resolução que estabelece os limites máximos de micotoxinas presentes nos alimentos
Fonte: Site do CRF-SP
Produtos do metabolismo de fungos, as micotoxinas estão presentes em diversos alimentos e podem apresentar características benéficas, como é o caso da penicilina, que ainda hoje é grande aliada no combate às infecções bacterianas, ou oferecer grande risco à saúde, por exemplo, as aflatoxinas e ocratoxinas, que possuem características nefrotóxicas e carcinogênicas.
A RDC nº 7, publicada em 09/03/2011, possui quatro anexos que listam e classificam os alimentos e estabelece os limites máximo tolerados (LMT) de aflatoxinas (AFB1+AFB2+AFG1+AFG2 e AFM1), ocratoxina A (OTA), desoxinivalenol (DON), fumonisinas (FB1 + FB2), patulina (PAT) e zearalenona (ZON). O anexo I entrou em vigor imediatamente na data da publicação da resolução, e os anexos II, III e IV entrarão em vigor em janeiro de 2012, 2014 e 2016, respectivamente.
Segundo a Anvisa, os limites foram baseados em resultados obtidos a partir de critérios estabelecidos pelo Codex Alimentarius, uma coletânea de orientações e recomendações sobre a segurança de alimentos reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A regra aplica-se às empresas de importação, produção e distribuição das seguintes categorias de bebidas, alimentos e matérias primas: amendoim e seus derivados; alimentos à base de cereais para alimentação infantil (lactentes e crianças de primeira infância); café torrado (moído ou em grão) e solúvel; cereais e produtos de cereais; especiarias; frutas secas e desidratadas; nozes e castanhas; amêndoas de cacau e seus derivados; suco de maçã e polpa de maçã; suco de uva e polpa de uva; vinho e seus derivados; fórmulas infantis para lactentes e fórmulas infantis de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância; leite e produtos lácteos, leguminosas e seus derivados.
Clique aqui para ler a RDC nº 7/2011 na íntegra
Luana Frasca
Assessoria de Comunicação CRF-SP
Fonte: Site do CRF-SP
Produtos do metabolismo de fungos, as micotoxinas estão presentes em diversos alimentos e podem apresentar características benéficas, como é o caso da penicilina, que ainda hoje é grande aliada no combate às infecções bacterianas, ou oferecer grande risco à saúde, por exemplo, as aflatoxinas e ocratoxinas, que possuem características nefrotóxicas e carcinogênicas.
A RDC nº 7, publicada em 09/03/2011, possui quatro anexos que listam e classificam os alimentos e estabelece os limites máximo tolerados (LMT) de aflatoxinas (AFB1+AFB2+AFG1+AFG2 e AFM1), ocratoxina A (OTA), desoxinivalenol (DON), fumonisinas (FB1 + FB2), patulina (PAT) e zearalenona (ZON). O anexo I entrou em vigor imediatamente na data da publicação da resolução, e os anexos II, III e IV entrarão em vigor em janeiro de 2012, 2014 e 2016, respectivamente.
Segundo a Anvisa, os limites foram baseados em resultados obtidos a partir de critérios estabelecidos pelo Codex Alimentarius, uma coletânea de orientações e recomendações sobre a segurança de alimentos reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A regra aplica-se às empresas de importação, produção e distribuição das seguintes categorias de bebidas, alimentos e matérias primas: amendoim e seus derivados; alimentos à base de cereais para alimentação infantil (lactentes e crianças de primeira infância); café torrado (moído ou em grão) e solúvel; cereais e produtos de cereais; especiarias; frutas secas e desidratadas; nozes e castanhas; amêndoas de cacau e seus derivados; suco de maçã e polpa de maçã; suco de uva e polpa de uva; vinho e seus derivados; fórmulas infantis para lactentes e fórmulas infantis de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância; leite e produtos lácteos, leguminosas e seus derivados.
Clique aqui para ler a RDC nº 7/2011 na íntegra
Luana Frasca
Assessoria de Comunicação CRF-SP
sábado, 2 de abril de 2011
Como tudo começou
Quando eu era criança, já era fascinado pelo mundo das plantas medicinais e aromáticas. Nasci em São Paulo, Capital, e sempre morei na região do ABCD. Hortelã, poejo, erva-cidreira, sempre foram plantas comuns nos quintais do meu bairro. Nas minhas fotos de infância, em Santo André, eu sempre aparecia próximo das plantas. Nas viagens ao litoral paulista ou ao Sul de Minas, aonde íamos com uma certa frequência, minha mãe sempre trazia alimentos e chás típicos do lugar.
Também tínhamos uma grande variedade de chás medicinais da Weleda. Alguns devem se lembrar dessa linha de chás compostos, que vinham acondicionados em latas muito bonitas. E é lógico, que quando acabava o chá, a gente reaproveitava a latinha para guardar outras coisas. E sempre tomávamos o cuidado de escrever uma etiqueta nova para identificar o conteúdo.
Numa noite de sábado, estávamos em casa fazendo pizza. Eu devia ter uns dez anos. Subi numa cadeira para pegar o orégano, que estava guardado numa dessas latas. Só que em vez da lata certa, peguei uma lata de “Chá para Emagrecer” – composto de fucus, bétula, cavalinha, entre outras plantas medicinais. Estava com o rótulo original da empresa, mas pensei que fosse orégano. E... coloquei na pizza de atum!
Minha mãe nos dava bastante liberdade na cozinha. A gente gostava de variar o tempero da pizza: manjericão, tomilho, manjerona... Mas sinceramente, fucus na pizza, eu nunca vi. Foi só na mesa que alguém percebeu que aquilo não era orégano. Para surpresa de todos, não ficou ruim. O fucus é uma alga marinha, e até combinou com o sabor do peixe.
A história acabou “em pizza”, com toda a família dando risada. Felizmente, não era nada venenoso. Pelo menos teve o lado bom: aprendi a tomar mais cuidado com a identificação dos alimentos no armário. Hoje leio todos os rótulos, até as letrinhas pequenas. E aprendi de uma vez por todas que a mistura de sabores não tem fronteiras. Até mesmo por obra do acaso, podem surgir novas receitas.
Também tínhamos uma grande variedade de chás medicinais da Weleda. Alguns devem se lembrar dessa linha de chás compostos, que vinham acondicionados em latas muito bonitas. E é lógico, que quando acabava o chá, a gente reaproveitava a latinha para guardar outras coisas. E sempre tomávamos o cuidado de escrever uma etiqueta nova para identificar o conteúdo.
Numa noite de sábado, estávamos em casa fazendo pizza. Eu devia ter uns dez anos. Subi numa cadeira para pegar o orégano, que estava guardado numa dessas latas. Só que em vez da lata certa, peguei uma lata de “Chá para Emagrecer” – composto de fucus, bétula, cavalinha, entre outras plantas medicinais. Estava com o rótulo original da empresa, mas pensei que fosse orégano. E... coloquei na pizza de atum!
Minha mãe nos dava bastante liberdade na cozinha. A gente gostava de variar o tempero da pizza: manjericão, tomilho, manjerona... Mas sinceramente, fucus na pizza, eu nunca vi. Foi só na mesa que alguém percebeu que aquilo não era orégano. Para surpresa de todos, não ficou ruim. O fucus é uma alga marinha, e até combinou com o sabor do peixe.
A história acabou “em pizza”, com toda a família dando risada. Felizmente, não era nada venenoso. Pelo menos teve o lado bom: aprendi a tomar mais cuidado com a identificação dos alimentos no armário. Hoje leio todos os rótulos, até as letrinhas pequenas. E aprendi de uma vez por todas que a mistura de sabores não tem fronteiras. Até mesmo por obra do acaso, podem surgir novas receitas.
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quinta-feira, 31 de março de 2011
A cor do alimento
Um prato colorido e bem arrumado desperta o apetite. Em algumas cozinhas, como a japonesa, a aparência do alimento é tão importante quanto o seu sabor. A descoberta dos corantes sintéticos, há cerca de 120 anos, abriu novas possibilidades para a indústria – como por exemplo o aumento do tempo de prateleira, a criação de cores personalizadas para cada produto, identificação com a marca, etc. Por outro lado, diversos problemas de saúde vêm sendo relacionados ao uso de corantes. Dentre eles, déficit de atenção e hiperatividade em crianças. Substâncias estranhas – que o organismo não conhece - podem se acumular no organismo a longo prazo. Para quem interessar, eu tenho alguns artigos e referências.
Esse é um assunto bastante polêmico. O fato é que o uso de corantes já foi muito mais disseminado do que é hoje. Há algumas décadas, não havia muito critério. Felizmente, o consumidor hoje é muito mais consciente. Lê os rótulos, participa de associações de defesa do consumidor, informa-se sobre os riscos daquilo que come. Pressionada pelo mercado , a indústria alimentícia constantemente revê conceitos e formulações para atender às exigências e/ou melhorar sua imagem.
Ao mesmo tempo que os riscos dos corantes sintéticos saem à tona, cada vez mais são descobertos os benefícios das substâncias corantes naturais. Agora, por que uma planta tem determinada cor e outra não? É só por motivo estético? Claro que não.
A maioria das partes comestíveis que crescem sob a terra – batata, mandioca, inhame – e dos cereais – arroz, trigo, milho – têm cores neutras: branca, bege, marrom... Há exceções como a cenoura, beterraba, a cúrcuma (açafrão da terra), que são subterrâneas e têm cor; mas essa não é a regra no reino vegetal. Há também variedades coloridas de milho e mandioca, mas como disse são exceções.

Tirei a foto ao lado de um site britânico dedicado à cenoura: www.carrotmuseum.co.uk.
(Obs. nesse site não entra vírus, só coelhos, rsrsrs.)
Por outro lado, as partes aéreas (folhas, flores, frutos) das plantas tendem a ser coloridas. Por que? Folhas são geralmente verdes por causa da clorofila (pigmento que transporta o oxigênio). Há exceções como o repolho roxo. Já a coloração da flor tem um papel muito importante na polinização (atrai insetos). A cor do fruto atrai animais, que ao comê-los ajudam na propagação da espécie. Foi provavelmente pela seleção natural, onde o fruto que se destaca se dispersa mais rápido. Claro que no reino vegetal nem tudo é regra: depende do ambiente de onde a planta é nativa.
Esses corantes naturais estão sendo cada vez mais estudados, e com resultados promissores. O que antes parecia ser uma simples “corzinha” está mostrando um enorme potencial, na prevenção e tratamento de doenças. No dia-a-dia, recomenda-se manter uma dieta o mais colorida possível, para usufruir dos benefícios dessas substâncias. E obviamente, utilize apenas plantas consagradas pelo uso ou que já tenham sido bastante estudadas. Nada de sair por aí comendo frutinhas vermelhas sem ter certeza se são comestíveis!
Esse é um assunto bastante polêmico. O fato é que o uso de corantes já foi muito mais disseminado do que é hoje. Há algumas décadas, não havia muito critério. Felizmente, o consumidor hoje é muito mais consciente. Lê os rótulos, participa de associações de defesa do consumidor, informa-se sobre os riscos daquilo que come. Pressionada pelo mercado , a indústria alimentícia constantemente revê conceitos e formulações para atender às exigências e/ou melhorar sua imagem.
Ao mesmo tempo que os riscos dos corantes sintéticos saem à tona, cada vez mais são descobertos os benefícios das substâncias corantes naturais. Agora, por que uma planta tem determinada cor e outra não? É só por motivo estético? Claro que não.
A maioria das partes comestíveis que crescem sob a terra – batata, mandioca, inhame – e dos cereais – arroz, trigo, milho – têm cores neutras: branca, bege, marrom... Há exceções como a cenoura, beterraba, a cúrcuma (açafrão da terra), que são subterrâneas e têm cor; mas essa não é a regra no reino vegetal. Há também variedades coloridas de milho e mandioca, mas como disse são exceções.

Tirei a foto ao lado de um site britânico dedicado à cenoura: www.carrotmuseum.co.uk.
(Obs. nesse site não entra vírus, só coelhos, rsrsrs.)
Por outro lado, as partes aéreas (folhas, flores, frutos) das plantas tendem a ser coloridas. Por que? Folhas são geralmente verdes por causa da clorofila (pigmento que transporta o oxigênio). Há exceções como o repolho roxo. Já a coloração da flor tem um papel muito importante na polinização (atrai insetos). A cor do fruto atrai animais, que ao comê-los ajudam na propagação da espécie. Foi provavelmente pela seleção natural, onde o fruto que se destaca se dispersa mais rápido. Claro que no reino vegetal nem tudo é regra: depende do ambiente de onde a planta é nativa.
Esses corantes naturais estão sendo cada vez mais estudados, e com resultados promissores. O que antes parecia ser uma simples “corzinha” está mostrando um enorme potencial, na prevenção e tratamento de doenças. No dia-a-dia, recomenda-se manter uma dieta o mais colorida possível, para usufruir dos benefícios dessas substâncias. E obviamente, utilize apenas plantas consagradas pelo uso ou que já tenham sido bastante estudadas. Nada de sair por aí comendo frutinhas vermelhas sem ter certeza se são comestíveis!
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quarta-feira, 30 de março de 2011
Produção de mudas de mangaba
A mangabeira é uma árvore símbolo de Sergipe. Seu fruto é a fonte do sustento de várias famílias. Por isso, a unidade da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) de Aracaju promoveu na última quinta-feira (24/03) um curso de capacitação para catadoras de mangaba. O curso teve como objetivo transferir técnicas sobre a produção de mudas da árvore.
O curso teve a participação de 25 catadoras de diversos povoados e comunidades tradicionais da Grande Aracaju. Elas aprenderam a obter sementes a partir dos frutos, preparar as mudas, o solo e a montar viveiros. É uma iniciativa muito importante para a preservação dessa atividade tradicional, ameaçada pela ocupação desordenada das áreas costeiras.
Com informações de: Embrapa
O curso teve a participação de 25 catadoras de diversos povoados e comunidades tradicionais da Grande Aracaju. Elas aprenderam a obter sementes a partir dos frutos, preparar as mudas, o solo e a montar viveiros. É uma iniciativa muito importante para a preservação dessa atividade tradicional, ameaçada pela ocupação desordenada das áreas costeiras.
Com informações de: Embrapa
terça-feira, 29 de março de 2011
Nozes: fonte de minerais
Num tópico anterior falei do estudo científico sobre nozes e circulação sanguínea. Citei outros tipos de nozes, e fui pesquisar para não deixar passar em branco.
Em geral, as nozes, amêndoas e castanhas são fonte importante de proteínas, gorduras e minerais. não possuem colesterol, são boas fontes de fibras e vitaminas do complexo B. Favorecem o bom funcionamento do sistema cardiovascular (como visto no tópico anterior sobre o assunto "Nozes e circulação”). Contêm, ainda quantidades razoáveis de cálcio, magnésio e ferro. A castanha-do-brasil e a sapucaia são ricas em selênio, antioxidante cujo consumo é recomendado como forma de prevenção de câncer e doenças cardiovasculares.
Achei um artigo da UNICAMP que pesquisou a composição de minerais das seguintes espécies: avelã, macadâmia, nozes, pecã e pistache. Segundo os autores da pesquisa, a capacidade das nozes de assimilar os minerais depende bastante do meio onde foram cultivadas; e este foi um dos primeiros estudos feitos no Brasil para caracterizar a composição mineral desses alimentos. A pesquisa se concentrou nos minerais: cálcio, cobre, ferro, fósforo, potássio, magnésio, manganês, sódio e zinco. A pecã, por exemplo, é a mais rica em zinco. Já a avelã se destaca pelo cálcio e cobre. E é interessante como o teor desses minerais varia conforme o tipo de solo onde são produzidas.
A sapucaia é tão rica em selênio, mas tão rica, que dependendo do solo onde ela cresceu, se este for rico em selênio, ela pode acumular uma quantidade excessiva e se até se tornar tóxica. Os macacos que comem dessas sapucaias apresentam queda dos pelos. Interessante, pois é justamente o efeito oposto do selênio em pequenas quantidades (estimular o crescimento capilar). Lembra muito o princípio homeopático: a mesma substância que produz um determinado efeito no organismo quando administrada em grandes doses, causa o efeito oposto quando diluída. A castanha da sapucaia ainda não é tão conhecida no Sul e Sudeste do Brasil, mas parece ter um futuro promissor na indústria alimentícia e cosmética.
De maneira geral, as castanhas são indicadas como parte de uma dieta saudável. Então, vamos aproveitar o clima de Páscoa e consumi-las - nos ovos de Páscoa, na cobertura da colomba pascal e outras delícias. Mas como elas são ricas em gordura, não devem ser consumidas em excesso. O melhor é buscar a orientação de nutricionista ou médico - especialmente no caso de diabetes, obesidade, hipertensão entre outros problemas de saúde.
Referências: SOUZA, V. A. B. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE FRUTOS E AMÊNDOAS
E CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS DE AMÊNDOAS DE ACESSOS DE SAPUCAIA. Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, v. 30, n. 4, p.946-952, Dezembro 2008
Em geral, as nozes, amêndoas e castanhas são fonte importante de proteínas, gorduras e minerais. não possuem colesterol, são boas fontes de fibras e vitaminas do complexo B. Favorecem o bom funcionamento do sistema cardiovascular (como visto no tópico anterior sobre o assunto "Nozes e circulação”). Contêm, ainda quantidades razoáveis de cálcio, magnésio e ferro. A castanha-do-brasil e a sapucaia são ricas em selênio, antioxidante cujo consumo é recomendado como forma de prevenção de câncer e doenças cardiovasculares.
Achei um artigo da UNICAMP que pesquisou a composição de minerais das seguintes espécies: avelã, macadâmia, nozes, pecã e pistache. Segundo os autores da pesquisa, a capacidade das nozes de assimilar os minerais depende bastante do meio onde foram cultivadas; e este foi um dos primeiros estudos feitos no Brasil para caracterizar a composição mineral desses alimentos. A pesquisa se concentrou nos minerais: cálcio, cobre, ferro, fósforo, potássio, magnésio, manganês, sódio e zinco. A pecã, por exemplo, é a mais rica em zinco. Já a avelã se destaca pelo cálcio e cobre. E é interessante como o teor desses minerais varia conforme o tipo de solo onde são produzidas.
A sapucaia é tão rica em selênio, mas tão rica, que dependendo do solo onde ela cresceu, se este for rico em selênio, ela pode acumular uma quantidade excessiva e se até se tornar tóxica. Os macacos que comem dessas sapucaias apresentam queda dos pelos. Interessante, pois é justamente o efeito oposto do selênio em pequenas quantidades (estimular o crescimento capilar). Lembra muito o princípio homeopático: a mesma substância que produz um determinado efeito no organismo quando administrada em grandes doses, causa o efeito oposto quando diluída. A castanha da sapucaia ainda não é tão conhecida no Sul e Sudeste do Brasil, mas parece ter um futuro promissor na indústria alimentícia e cosmética.
De maneira geral, as castanhas são indicadas como parte de uma dieta saudável. Então, vamos aproveitar o clima de Páscoa e consumi-las - nos ovos de Páscoa, na cobertura da colomba pascal e outras delícias. Mas como elas são ricas em gordura, não devem ser consumidas em excesso. O melhor é buscar a orientação de nutricionista ou médico - especialmente no caso de diabetes, obesidade, hipertensão entre outros problemas de saúde.
Referências: SOUZA, V. A. B. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE FRUTOS E AMÊNDOAS
E CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS DE AMÊNDOAS DE ACESSOS DE SAPUCAIA. Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, v. 30, n. 4, p.946-952, Dezembro 2008
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